Importância das políticas públicas na garantia dos direitos humanos
É
facilmente perceptível que parte da população no Brasil ainda sofre
consequências de injustiças cometidas no passado. Vemos isso claramente quando
analizamos os dados que mostram que conceitos discriminatórios ainda existem e
são passados de geração para geração. É bem comum encontrar famílias onde o
patriarca não reconhece o valor e potencial feminino, o resultado varia, poderia
citar desde maltrato psicológico até agressão física.
A
inserção de políticas que não só protejam o direito e a oportunidade de pessoas
que estão em uma situação desvantajosa são importantes para trazer a equidade
entre as partes. Tais políticas devem ser praticadas para buscar a igualdade e
tão logo um grupo não necessite mais dessas políticas, as mesmas devem ser
retiradas.
Políticas
públicas podem variar em diversos níveis (federal, estadual e municipal), uma
política pública pode ser voltada para um bairro que tenha menos infraestrutura
ou sofra de forma desigual por um determinado fator.
Outro
exemplo de política pública é o ProUni, que permite que pessoas de baixa renda,
que não tem condições de pagar a faculdade, possam começar e concluir o ensino
superior. Este programa trás condições de igualar um grupo que economicamente
não poderia concluir o ensino superior. Assim uma grupo de pessoas pode ter uma
condição social completamente diferente que seus pais tiveram, tornando a
sociedade um pouco mais igualitária.
A desvalorização dos movimentos que buscam
o cumprimento dos direitos humanos
Acredito
que parte da desvalorização vem de uma imagem negativa criada por certos grupos
como o MST, que entre seus objetivos, buscam uma redistribuição de terra, mas
em geral os vemos invadindo, causando danos a propriedade privada e etc.
Um grupo
que se diz buscar o comprimento dos direitos humanos não deve tomar sobre si o
manto da justiça e decidir por eles mesmos o que é certo e o que é errado,
impondo assim sobre outros uma decisão que eles tomaram. A invasão de terras é
ilegal no Brasil de acordo com o Código Penal Brasileiro, Art. 161, Lei
2848/40. Situações como essa tendem a trazer uma imagem danosa aos movimentos
de um modo geral para uma parcela da população, que passa a ver um movimento
como algo negativo, que busca tirar o que se foi conquistado de forma ilegal e
imoral.
Outra
causa da desvalorização é que muitas pessoas julgam o movimento pelos avanços
mais aparentes e quando não conseguem encontrar avanços claros e precisos,
deixam de acreditar que um determinado movimento tem real importância.
Grupos
feministas extremistas trazem uma visão errônia do que ele realmente é: uma
luta pelos direitos iguais. Tal luta pode e deve ser vencida de forma racional,
social e política. Tais grupos extremistas tendem a ter atitudes e são
frequentemente vinculados à mídia denegrindo a imagem do real feminismo.
Acredito
que a solução para que tais grupos sejam valorizados seria que a população de
um modo geral soubessem quais são os reais motivos para um movimento existir.
Quais são seus pontos de vista, seus propósitos, metas e etc.
Resistência de parte da sociedade em assimilar o que são direitos
humanos e os movimentos que almejam equidade
Acredito
que não haja uma resistência de parte da sociedade em assimilar algo, mas creio
que existe uma ignorância muito grande dessa “parte da sociedade”, que em geral
desconhece a própria constituição, não têm interesse em conhecer e não possuem
motivos para se importar com movimentos que almejam a equidade.
Inicialmente
acredito que se um movimento está buscando equidade, ele deve ser claro em
todos os seus objetivos. Além disso, um movimento que busca equidade deve fazer
o mesmo pelos meios legais, preservando os bens públicos (não apoiando ou
realizando a degradação dos mesmos), a opinião das outras pessoas e as decisões
individuais.
Movimentos
sociais devem trazer a conscientização, nunca forçá-la. Deve buscar a equidade,
nunca impondo. A conscientização social é um produto que vai ser alcançado no
decorrer dos próximos anos de acordo com os esforços feitos durante o mesmo
período.
Toda a
sociedade brasileira deveria saber quais são os direitos humanos, o que pregam
e o que defendem. Para que a mesma saiba, uma reeducação social deve acontecer
no decorrer dos anos, com a ajuda tanto dos movimentos sociais quanto do
governo.
Democracia e Alteridade
A
democracia já é praticada dentro da sociedade brasileira, um exemplo são as
eleições. Políticos com ou sem capacidade governamental são escolhidos de
acordo com a vontade do povo.
Uma vez
que a maioria escolhe os governantes, os governantes devem governar para a
maioria. O que não significa a diminuição, maltratar, fazer pouco caso ou ter
qualquer atitude danosa a grupos minoritários. A maioria escolhe um político (prefeito/deputado/governador/presidente
e etc), a maioria é o maior grupo, independente de cor/sexo/idade/classe social
e etc.. Leis e emendas devem ser criadas com o propósito de favorecer a
sociedade como um todo, sem discriminação.
Alteridade
é a capacidade de se colocar no lugar do outro. Tal capacidade, quando
exercidade constantemente, mudaria o relacionamento entre as pessoas, a visão
da sociedade e a aceitação entre as pessoas das diferenças. A ideia de se
colocar no lugar de outra pessoa é amplamente explorada na Bíblia, em Matheus7:12:
Portanto, tudo o que
vós quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles, porque esta é a
lei e os profetas.
Tal ensinamento Bíblico resume a
ideia de que todos deveriam se trazer como gostariam que fossem tratados. Essa
filosofia de vida, caso aplicada, traria resultados instantâneos.
Representatividade e lugar de fala
Acredito
que todos os grupos, devem ter um representante. Todos eles devem ter a
oportunidade de propor ideias, projetos e mudanças que favoreçam o bem coletivo
ou tragam equidade a um grupo.
Friso a
ideia de que representatividade e lugar de fala são direitos constituicionais
de que temos direito a expressão. Tal expressão deve respeitar os direitos
individuais de todos.
Não
acredito porém, que qualquer lei, projeto ou comunidade deva apoiar ou dar voz
a grupos que procuram se sobressair em detrimento de qualquer outro grupo
formado.
Uma vez
que a representividade é dada a todos, conquista-se assim um ponto de
expressão, um lugar de fala.
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