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A Igualdade de gênero em debate no século XXI


A Igualdade de gênero em debate no século XXI

Na Família e Sociedade
            A ideia de que lugar de mulher é na cozinha é uma herança cultural de uma época onde não se acreditava na capacidade feminina de realizar os mesmos trabalhos que os homens. Ainda é comum encontrar casos onde a mulher é completamente submissa à vontade do marido e por sua vez, não estuda, poucas vezes trabalha e muitos vezes fica destina a se tornar dona de casa.
            Nos últimos anos, o número de mulheres se formando em faculdades aumentou, o que trás uma incersão maior dentro do mercado de trabalho. Ao mesmo tempo sugere uma gradativa redução da visão lugar de mulher é na cozinha.
            Hoje ainda não existe uma igualdade completa. Mesmo levando em consideração que um percentual de mulheres prefere cuidar da casa. Existe de fato, um grande número de mulheres que se tornaram a principal fonte de renda dentro de casa, isso vem acontecendo por diversos motivos que serão abordados no útlimo tópico.
            Se levarmos em conta o Mapa de Violência 2015 a taxa de homicídios contra mulheres chegou em 4,8 de 100 mil no ano de 2013. Do ano de 2003 ao ano de 2013 houve um aumento de 21,0% nos homicídios. Sendo que o maior aumento dessa taxa de homicídio aconteceu após a vigência da Lei Maria da Penha em 2006.
            O que mostra claramente que existe uma inequalidade dentro da sociedade brasileira. Muitos casos de violência doméstica começam pelo fato do marido/companheiro não aceitar que a mulher tenha opinião/visão/decisões/sonhos/desejos ou que simplesmete discorde do marido.

No Sistema Educacional e Política
            Pensando na igualidade de profissões, ainda existe uma grande diferença entre os cursos universitários, embora um percentual maiores de mulheres se formem todos os anos, cursos de exatas ainda mostram menores taxas de participação feminina. Embora não possamos esperar que todos os cursos tenham participação igual entre os sexos (por uma questão de que existe a escolha pessoal).
            Já na parte científica uma máteria no site da FORBES que trata diretamente sobre o assunto na área científica, aponta que atualmente Brasil e Portugal lideram o rank de igualdade de gênero na publicação de artigos científicos com 49% deles sendo publicados por mulheres. Entre nos anos de 2011 e 2015 foram publicados 153,967 artigos científicos por mulheres. Países como Estados Unidos e Inglaterra ficaram na faixa dos 40%, já a União Européia ficou em 41%, já o pior do ranking foi o Japão, com 20% dos artigos publicados por mulheres. Entre os anos de 1996 e 2000, 38% de todos os artigos publicados foram feitos por mulheres. A diferença de 1996/2000 para 2011/2015, mostra um aumento considerável de participação feminina.
            Entre os anos de 1996 e 2015, o número de mulheres inventoras saltou de 11% para 17% no Brasil, ficando acima de países como Estados Unidos (14%), Inglaterra (12%) e União Européia (12%).
            Os dados são otimistas, embora os trabalhos científicos femininos são consideravelmente menos citados do que os masculinos.
            Na política o número é mais alarmante, dos 512 deputados, somente 53 são mulheres, fazendo com o Brasil passe a ocupar a posição 115º no rank de representatividade feminina na política.


No Mercado de Trabalho
            O Banco Mundial (The World Bank) publicou em 2013 um artigo a respeito da desigualdade remuneração entre os gêneros no Brasil.
            De acordo com a pesquisa, 44% da força de trabalho era feminina na época, embora 59,3% das empresas possuíssem uma mulher como proprietária majoritária. As mulheres também ultrapassam os homens em qualificação em todos os leveis de educação. Na mesma publicação foi constatado que a mulher ganha 25% a menos que os homens.
            É muito comum encontrar empresas e instituições que limitem cargos e funções exclusivamente para homens. Tais situações muitas vezes não possuem uma necessidade real do sexo masculino e são em geral, culturais dentro da empresa.
            Existe no Brasil um preconceito relativamente grande quando falamos a respeito de mulheres tentando ingressar em áreas de exatas, geralmente dominadas por homens. Em geral as mulheres sofrem com pré-conceitos desde a faculdade até o mercado de trabalho.
            Pré-conceitos de uma determinada profissão criam dezenas de barrreias a serem enfretadas por mulheres que desejam executar uma determinada posição e profissão. Tais situações são evidentes desde a faculdade, durante estágios e durante o trabalho em si. Milhares de mulheres sofrem com discriminação de gênero, abusos, diversos tipos de assédios e etc.

            Não existe uma fórmula mágica para acabar com a inequalidade dos gêneros. A projeção encontrada no site da FORBES é que a equalidade dos gêneros deve ser alcançada nos próximos 100 anos.

            A solução para a inequalidade dos gêneros no Brasil terá um processo lento, uma vez que as visões familiares, sociais, educacionais e do mercado de trabalho devem mudar. Companheiros devem se enxergar como parceiros iguais.
            Líderes religiosos também devem partir do princípio que as mulheres tem tanta importância quanto os homens dentro da sociedade religiosa. O Presidente Russel M. Nelson, que preside a Igreja SUD disse em Outubro de 2015:
Nós, seus irmãos, precisamos de sua força, de sua conversão, de sua convicção, de sua capacidade de liderar, de sua sabedoria e de sua voz. O reino de Deus não é e não pode ser completo sem as mulheres (...).
Outro líder da mesma fé, Presidente Boyd K. Packer disse em 1979:
“Precisamos de mulheres que sejam organizadas e de mulheres que possam organizar. Precisamos de mulheres com capacidade de liderar, que saibam planejar, dirigir e administrar; mulheres que possam ensinar e que sejam capazes de se manifestar. (…)
Precisamos de mulheres com o dom do discernimento, que consigam visualizar as tendências do mundo e detectar aquelas que, por mais populares que sejam, são fúteis ou até perigosas”
É de essencial importância que Igrejas e líderes religiosos vejam as mulheres como parceiras iguais. O que iria trazer um reflexo muito mais rápido dentro da sociedade cristã.
Uma reeducação educacional e do mercado de trabalho devem seguir bem de perto a familiar e religiosa. Trazendo não necessariamente uma igualdade nos números, mas muito mais importante que números é a aceitação dentro de cada posição e função. Mesmo que uma determinada área não possua sua maioria de força feminina, mesmo que possua índices baixos, é importante que quando uma mulher desejar ocupar uma determinada posição, o único obstáculo seja a qualificação.








REFERÊNCIAS
Pres. Boyd K. Packer - “A Sociedade de Socorro”, A Liahona, abril de 1979, pp. 10–11; ver também M. Russell Ballard, Em Conselho com Nossos Conselhos: Aprendendo a Ministrar Juntos na Igreja e na Família, 1997, p. 93.


Comentários

  1. Ao colocar siglas , colocar entre parenteses o significado . (Paragrafo da construção religiosa)
    A escolha é baseada numa construção social? ou não? Não fica claro no seu texto.
    O maior número de publicações femininas em algumas situações significa algo? ou não?
    Existe uma demonstração dos dados , mas não uma discussão sobre eles de maneira mais detalhada. Valor da Questão 0,33
    Sua nota: 0,18

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